19 de dezembro de 2011

malucas.

sentou-se no chão frio da cozinha e esperou pela resposta dela. ela gostava de falar com ela sobre o que se passava. em parte porque ela era a única que sabia. e era só ela que se importava. estavam as duas na mesma situação. não se entendiam inteiramente porque cada uma tem uma história diferente, mas, naquele momento, falar com ela era uma coisa que a aliviava. falavam de "pensamentos doentios", de "acções inexplicáveis", de "cenários nojentos", só que para elas era: pensamentos agradáveis, acções amáveis e cenários alegres. elas sabiam que aquilo que estavam a fazer estava errado. nenhuma gostava do cenário em que se encontrava. mas qual era a outra opção? dizerem a toda a gente e começarem a ser tratadas como umas malucas quaisqueres? não, obrigada pensaram elas. de alguma maneira incomprensivel, achavam a ideia de controlar as suas emoções bem mais atraente. era só delas, aquela conversa. sentiam-se as duas culpadas, por deixarem a outra ir tão longe. pensavam que conseguiam parar, mas não. é um pesadelo. e parece que não vão acordar tão cedo.

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