9 de janeiro de 2012

Hey, meu amor desconecido.

Não sei porque é que te estou a escrever, provavelmente vais notar logo que é a minha caligrafia e vais logo rasgá-la. Mas gostava de tentar.
Não te vejo há muito tempo. Demasiado, até. Tenho saudades tuas. Eu sei que isto tudo é minha culpa, desculpa-me. Imploro-te, arrependo-me todos os dias de ter mandado aquela mensagem. Estávamos numa fase fantastica da nossa amizade e eu estraguei tudo, arre. Sempre foste sincero comigo e eu não devia ter desconfiado de ti e desses teus olhos grandes e brilhantes. Os teus olhos... essas duas circunferências perfeitamente redondas com um castanho claro dentro. Passaram 8 meses, mas acredita, ainda me lembro de todos os teus hábitos. Quando a stôra te perguntava alguma coisa que não sabias, mordias sempre o teu lábio inferior. Dizia-te sempre para parares, mas achava isso adorável. Quando estavas entusiasmado, olhavas sempre para mim, a saltar e com os olhos cheios de euforia e gritavas alto à minha orelha ANA, PORQUE É QUE NÃO ESTÁS A SALTAR?!, só para me chatear. Quando me vias a sorrir, apertavas-me sempre as bochechas. E sempre que eu chorava, apertavas-me o queixo e davas-me um beijo molhado na testa. Secretamente, eu adorava-os, mas dizia a toda a gente que eram nojentos. Toda a gente nos dizia que eramos uns tótós, umas cabeças-no-ar, eramos o perfeito par. E lembras-te quando eu entrelaçava o meu braço no teu, mesmo no meio da aula, e começava a desenhar smileys nas tuas mãos? Um dia, escrevi por baixo de uma carinha contente que te amava. Um simples « Amo-te bestf. ♥ ». Deste-me um beijo na bochecha e disseste ao ouvido 'eu também babycakes'. E agora? Só por um erro meu, vais deitar tudo abaixo? Só te quero dizer que se me dissesses que querias voltar a ser meu amigo, não pensava duas vezes. Não quero saber que estejas longe. Não quero saber da dor ou dos estragos que possa causar. Vale a pena. Tudo vale a pena por ti. Eu quero-te aqui outra vez, está bem? Fazes-me bem. Era tão bom ouvir outra vez a tua voz. E aquele riso que tu tens. Aaaff. Sem ti, tudo se tornou forçado. Sorrir, conviver, acordar. Viver, talvez. É estranho estar assim tão dependente de uma pessoa. Faz-me sentir vazia e doente. O desejo constante de te ter comigo começa-me a incomodar mesmo. Espero que penses no que te disse e espero ver-te em breve, babycakes. Além disso, és a única pessoa que me faz sentir que, se calhar, eu consigo melhorar. Gostava que da próxima vez que te escrever, poder tirar o desconhecido do inicio.
Até breve,
Ana xxx

P.S. - Amo-te. 

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