24 de fevereiro de 2012

Aquele carderno.

Estou farta de escrever neste caderno esfarrapado. Já tem machas de leite e de gelado. Tem páginas soltas pelo meio e a capa está rasgada. Está velho e está cheio de textos sem nexo. Textos sobre ti, textos daqueles que raremente me saiem, com duas páginas, sem paragrafos. Confusos, cheios de rabiscos. Sempre disseste que eu escrevia demasiado depressa, que devia pensar e depois escrever. Mas quando escrevo sobre ti, vem-me tanta informação à cabeça que tenho de escrever tudo. E só é assim contigo. Quem me dera que não significasses assim tanto para mim, que não me tivesse apegado tanto a ti. Sabes que não tenho dormido quase nada? Não tenho o beijinho na testa que me tranquiliza de imediato. Sabes que a escola não me tem corrido bem? Não estás lá para me atinares.
Tenho saudades tuas cromio.

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